Fome e sede
João 6.51 “Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Se alguém comer deste pão viverá para sempre. Este pão é a minha carne, que eu darei pela vida do mundo”.
Não sei o que é pior: se sentir fome ou sentir sede. Muitos dizem que a sede é pior, pois quando tomamos água para saciar a sede, esta “tapeia” a fome. Confesso que já passei por isso muitas vezes na minha vida e é bem desconfortável. Mas Jesus declara ser o pão vivo que desceu do céu para dar a vida eterna por meio da entrega de sua própria carne. Jesus compara a si mesmo ao maná.
Maná era o alimento que caía no deserto para os judeus no Antigo Testamento. Porém, o maná saciava a fome física por apenas um dia. Jesus é o sustento espiritual que sacia a alma para a eternidade. Quando diz que doa a sua carne nos faz lembrar o seu sacrifício na cruz. Ele entregou o próprio corpo físico para salvar a humanidade. Estávamos sujos pelo pecado e Ele através de sua morte sacrificial, isto é, oferta de sua vida pelos pecados de todos nós, suspendeu nossa condenação à morte eterna. Portanto comer do pão nos leva a acreditar de verdade em Jesus, aceitar a sua obra e viver em comunhão com Ele.
Muitos hoje não crêem nessa verdade. Buscam a Jesus somente para receber milagres. Outros nem para isso o buscam. Mas o Mestre nos deixa bem claro: “Eu sou o pão da vida. Aquele que vem a mim não terá fome, e quem crê em mim jamais terá sede” (João 6.35). O sentido consiste em “ir como alguém que não tem nada, só pecado, e precisa de tudo”. Jesus nos mostra que é o verdadeiro pão que sustenta a alma humana. Ele é acessível a todos os tipos de pessoas: jovens, velhos, fracos, fortes, ricos, pobres, negros, brancos.
Enfim não há acepção de pessoas. Assim como precisamos de alimento diariamente, precisamos de Cristo diariamente. Jesus não é simplesmente um mestre humano. Ele veio do Pai e entrou no mundo para realizar a obra da salvação. João 6.51 nos lembra que não basta buscar de Deus apenas aquilo que Ele pode dar, precisamos buscar o próprio Cristo. Ele é o alimento que satisfaz a fome mais profunda da alma. Só Ele nos oferece aquilo que a nossa alma realmente necessita: salvação, esperança e vida eterna. Na cruz Ele demonstrou o maior amor que alguém poderia oferecer. Cabe a nós receber esse presente pela fé e permanecer nele.
Que nunca estejamos tão ocupados procurando o pão que perece, a ponto de esquecer o Pão da Vida. Que Cristo seja a nossa fonte, o nosso sustento e nossa esperança, hoje e por toda a eternidade. Que tenhamos fome e sede em todos os instantes, mas que sejam tão somente de Jesus.
Graça e paz. Amém!
Antonia Vieira de Lima Oliveira







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