o silêncio
- Missão Atos 4

- há 6 horas
- 1 min de leitura
A palavra certa dita no momento errado, ainda que a intenção seja boa, pode acabar agravando aquilo que pretendia melhorar. Nem sempre falar é sabedoria; há ocasiões em que o silêncio revela mais maturidade do que qualquer argumento. Por isso, às vezes, é melhor se calar do que se precipitar.
Lembro-me de Jesus diante de Caifás e Pôncio Pilatos. Acusado injustamente, questionado e pressionado, Ele não se lançou em defesa própria. Em muitos momentos, permaneceu em silêncio. Não porque não tivesse o que dizer, mas porque sabia que nem toda acusação merece resposta e nem toda verdade precisa ser defendida no calor da injustiça. Seu silêncio não foi fraqueza, foi propósito. Ali também se cumpriam as Escrituras, como profetizado em Livro de Isaías 53:7: “como ovelha muda perante os seus tosquiadores”.
Aprendo, então, uma lição profunda: por mais injustiçado que eu esteja, haverá momentos em que me autojustificar não valerá a pena. Nem toda batalha é minha para lutar. Algumas ofensas se desfazem com o tempo; algumas inverdades caem por si mesmas; e, em certas circunstâncias, o silêncio é um ato de confiança em Deus.
É sempre bom lembrar que existe um Pai que ainda justifica os seus filhos.
“Quem fará alguma acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica.”
Carta aos Romanos 8.33
Jonathan Eduardo dos Santos






Comentários