A luz da cruz
- Missão Atos 4

- 4 de fev.
- 2 min de leitura
Mateus 10.38 “E quem não toma a sua cruz e não me segue, não é digno de mim”.
A minha primeira lembrança de cruz é a que, quando éramos crianças, e ficavam muitos dias sem chover, as mulheres e alguns homens dos arredores faziam uma procissão para molhar uma cruz existente naquele lugar. Minha mãe amarrava um lenço em nossas cabeças e lá íamos nós com garrafas d’água cantando louvores. Os pequenos, assim como eu, levavam pequenos vidros provavelmente de biotônico ou outros menores cheios também de água. Alguns iam descalços para que o sacrifício fosse maior, pois que a areia era escaldante.
Já na cruz as mulheres rezavam o terço e cada um derramava o seu vasilhame de água. Esperava-se que assim a chuva viesse e salvasse as colheitas. Ainda outro exemplo de cruz de que tenho lembrança era a que ficava na pequena igreja do vilarejo. Ela possuía um Jesus morto e pintado com gotas vermelhas brotando do seu corpo. Aquilo me dava muito medo. Demorou muito para eu entender o verdadeiro significado da cruz. A Bíblia nos fala muito sobre ela. Mateus 10.38 fala da cruz que nós devemos suportar. Apesar de símbolo de morte, a cruz é também um símbolo de amor. A cruz representa a vida entregue de Cristo. “Ele foi humilde e obedeceu a Deus até a morte e morte de cruz” (Filipenses 2.8).
Jesus aprendeu a obedecer através do seu sofrimento. Embora fosse o eterno Filho de Deus, era lhe necessário como Filho encarnado, aprender a obediência, não que tivesse alguma vez chegado a ser desobediente, mas foi conclamado a obedecer de uma forma nunca antes experimentada. As tentações que enfrentava eram reais e a luta pela vitória era difícil, mas, no que Adão fracassou e caiu, Jesus resistiu e prevaleceu. O que motivou Jesus? Foi o amor. Amor do Pai. Amor do Filho. Jesus sabia que deveria passar por um grande sofrimento.
Por ocasião da sua prisão, em que Pedro tirando a espada cortou a orelha de um soldado, este o repreendeu dizendo: “Guarde a sua espada! Por acaso você pensa que eu não vou beber o cálice de sofrimento que o Pai me deu?” (João 18.11). Com sua fé fortalecida na oração com o Pai, Jesus sabia e acreditava que Deus está no controle de tudo, inclusive na hora das trevas, por isso aceitou o sofrimento como vindo do bom Pai. Devemos nós fazermos o mesmo quando estivermos diante das dificuldades. Se sabemos que temos um Pai amoroso que só quer nosso bem porque desanimar? Nossa visão deve estar na Jerusalém celestial, pois é para lá que vamos.
A cruz da minha infância é bem diferente da cruz que conheço agora. Nessa cruz brilha uma luz fascinante. Uma luz chamada amor. Amor de alguém que nos surpreendeu entregando nela sua vida. Vida por nós pecadores para que também essa mesma vida morasse em nós. E a luz da cruz estará sempre conosco.
A graça seja sempre com cada um de nós. Amém!
Antonia Vieira de Lima Oliveira






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